Ryan Andrews does it better

Ryan Andrews tem quatro histórias incrivelmente bonitas. Eu comecei por Sarah and the Seed, um continho fantástico de fazer chorar. Mas devo dizer que a minha favorita é Nothing is Forgotten, uma história da vida real. Tem tudo aqui no site dele.

A que ilustra esse post é One Last Snowfall.

canções de apartamento

para o livro de dicas

Adrian Tomine, o nosso deuso/louco/feiticeiro favorito, está vendendo prints [tamanho 50,8 x 71,12 cm] da sua primeira [e inesquecível] ilustração de capa para a New Yorker. Custa US$175 e tem tiragem de 150 unidades. Vai vender tudo rapidinho. Para comprar, tem que mandar e-mail para info@griffioen-grafiek.nl. Meio caro, mas mesmo assim, fucking imperdível.

grandes poderes, grandes responsabilidades

Ao pisar nessas casinhas aí embaixo

Tome cuidado, meu filho

Dentro tem gente de carne e osso

Incluíndo os mosquitos

Ao segurar essa nuvem

Não aperte demais a coitada

Porque pode virar tromba d’agua

Ou uma garoa bem chata

(A não ser que você queira ver a criançada

Brincando na chuva, molhada)

Não fique jogando bola com o Sol

A não ser que você queira ver o dia

Acabar mais cedo

(Quando também acabam os brinquedos)

[poema do livro Meu filho, meu besouro, do Cadão Volpato. Leitura obrigatória inclusive para os não-crianças. veja mais aqui]

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I need an open heart to look to nobody sees the same way I do. I need direction to get through [I need Direction - Teenage Fanclub]

Eli

Não adianta tentar escrever sobre Eli. Meu amigo Diego, gênio que é, me mandou um e-mail definitivo falando sobre ele. Eu vou postar aqui, porque preciso dividir essas duas meiguices (Eli e o e-mail de Diego) com o mundo. Olha só —->

“Fiquei pensando na cara de bobo alegre que muitos cachorros tem, principalmente os animadoes, e achei que Eli era desses. E pensei que essa cara de bobo alegre que é fofa e nos conquista é uma pura projeçao nossa neles; porque a cara deles é a cara natural ne? Eles nao tem o conceito de fofo, sao que nem os golfinhos: têm a cara que têm e pronto. Eles traduziram perfeitamente a cara de bobo alegre fofo.

E também essa forma dicotomica com que o cachorro as vezes (outra projeçao) parece ver o mundo: brincadeira/alegria x sem brincadeira/descanso ou tristeza. Os cachorros do tipo Eli vêem o mundo atraves da brincadeira.

(…) Outra coisa linda é a pagina do esquilo: é um grafico de movimento? é um desenho? é um olé do esquilo?  Ainda: como o design parece simples (Eli é um cachorro de 3 cores chapadas!) mas inclui tudo na simplicidade (movimento, travessura, sentimento, bobo alegrice…). Simples e bom. Sem falar na mensagem do livro né? Tao direta e indireta, simplificando uma coisa tao complexa (reclamar nao é deixar de amar etc.) para as crianças.”

Eli, No! está a venda na Amazon por US$10.

Obrigada, Diego Damasceno! O tumblr abandonado agradece. 

Eu dedico tudo o que Diego escreveu a Nicolau, meu gato, meu mais novo amigo de infância, que assiste Brokeback Mountain dublado comigo de madrugada e que faz mil caras lindas todos os dias - mesmo que só na imaginação. Um mês de puro amor com Nico, eeee!

vai dizer que ele não tá sorrindo e que é tudo coisa da minha cabeça? awwwn <3


uma belezura pra terminar o dia. <3

uma verdade perdida na dr. arnaldo

no caminho pro trabalho.

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[Lonesome, a nova do Dr. Dog. Puro amor, né não?]

patterns iranianos

Tenho boas lembranças de alguns jovens iranianos que conheci em uma viagem que fiz no final de 2009. A maioria deles nasceu em Teerã nos anos 80 e fugiram ainda na infância para a Turquia ou Estados Unidos. Alguns ainda têm parentes que nunca conseguiram deixar o Irã. Os que moram no Estados Unidos já são cidadãos americanos, falam um inglês perfeito, frequentam boas faculdades e seguem suas vidas totalmente adaptados ao novo país. Mas seguem sempre com a dúvida de se algum dia poderão voltar ao Teerã, para buscar aquele irmão que ficou ou mesmo para relembrar como é a paisagem de sua terra natal.

Um deles me ensinou algumas palavras em farsi. Dentre elas, a que eu mais gosto de todos idiomas que conheço - e provavelmente até dos que eu não conheço. Joon quer dizer querida, dear, sweetheart. Flavia joon. Seu nome aqui + joon.

Achei a imagem no Pinterest

lately I’ve been so hungry for colour“ 

Trailer do documentário Advanced Style, sobre o estilo me-revilhoso dessas velhinhas fashionistas de Nova Iorque. 

Com USB e tudo. US$149 na Insound <3

um ano para acabar com o mimimi

A tarde em que a amiga levou de presente [pras irmã aqui] um tuppeware em forma de queijo com um sanduiche de queijo e um queijinho petit-suisse dentro. Do tipo Bubba- Gump. Tudo isso me provando que eu sou melhor amiga do que não-amiga. Que tenho sorte para amigões e até mesmo para amiguinhos.

Flávia Marinho, designer
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Eu sou as músicas que ouço e não consigo largar, sou também minha família que mora longe, sou as ruas por onde andei e uma infinidade de coisas inúteis e encantadas: um globo terrestre, livros bem ilustrados e coloridos, sou o pinguim hi-tech que mora em cima de minha geladeira e meus cadernos cheios de desenhos de histórias em quadrinhos infinitas. Sou meu filme preferido que é sentimental e adolescente, sou alguma coisa que um dia começou e que um dia vai terminar e que se distrai curtindo o espaço entre uma coisa e outra.

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